
| Cartas
de Édison Carneiro a Artur Ramos De 4 de janeiro de 1936 a 6 de dezembro de 1938 Waldir Freitas Oliveira e Vivaldo da Costa Lima Formato 140 x 210mm; 190 páginas; brochura. (Coleção Baianada, vol.5/19877) Preço: R$20,00 OBS: Postagem gratuita em todo o território brasileiro |
| A
idéia do presente trabalho surgiu no momento em que Madalena Carneiro,
viúva de Édison Carneiro, entregou ao Prof. Waldir Freitas
Oliveira, cópias "xerox" de cartas enviadas da Bahia, pelo seu
marido, a Artur Ramos, no Rio de Janeiro, nos anos de 1936 a 1938. Ela
as encontrara nos arquivos da Biblioteca Nacional e o consultou acerca
do interesse que sua divulgação poderia despertar. Após
havê-las lido atentamente, constatou o mesmo o extraordinário
valor dos documentos e avaliou até que ponto seria fundamental
para a compreensão da história dos estudos africanistas
no Brasil e, particularmente, na Bahia, sua publicação.
Para um melhor entendimento do seu conteúdo, dispôs-se, então, a escrever um pequeno trabalho sobre "Os estudos africanistas na Bahia dos anos 30", buscando resgatar, inclusive, a memória de alguns personagens injustamente esquecidos mas de eficiente atuação na evolução de tais estudos, como Antônio Joaquim de Souza Carneiro, Áydano do Couto Ferraz, Reginaldo Guimarães e realçar, mais ainda, a importância da obra de Édison Carneiro. Solicitou, a seguir, ao Prof. Vivaldo da Costa Lima, a redação de um breve ensaio sobre as figuras do babalaô Martiniano do Bonfim e da ialorixá Aninha, os mais importantes representantes dos cultos afro-brasileiros na Bahia, durante o período a que se referem as cartas, compreendendo a necessidade de serem colocados, lado a lado, no mesmo plano, tanto os que estudaram naquela ocasião o negro baiano, como os mais expressivos integrantes, em função de liderança que exerciam, da comunidade estudada. Decidiram, então, os referidos professores, tornados, a partir de então, parceiros na realização do trabalho, publicar as cartas de Édison a Artur Ramos nelas mantendo a ortografia original do autor e acrescentar em cada uma delas, conforme a necessidade, notas que poderiam variar, quanto à extensão, tanto em função da importância dos assuntos nelas tratados como da decisão pessoal de quem as redigisse, identificado, ao final de cada uma, pelas suas iniciais. Partiram, finalmente, para a elaboração de uma breve nota biográfica de Édison Carneiro e para a seleção das ilustrações que deveriam completar o livro. Concluído o trabalho, declaram os organizadores desta edição que se sentirão plenamente recompensados se o seu objetivo maior - o de valorizar, perante os estudiosos de hoje, os árduos esforços efetuados no passado por alguns abnegados, para a realização de pesquisas sobre o negro no Brasil - for, afinal, alcançado. Bem como se o empenho de Édison Carneiro em devolver ao negro brasileiro a dignidade humana que em muitos momentos da nossa história lhe foi acintosamente retirada, for, também, reconhecido pelas gerações atuais. Waldir Freitas Oliveira
Vivaldo da Costa Lima. |
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