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Os Libertos
Sete Caminhos na Liberdade de Escravos da Bahia no Século XIX
Pierre Verger
Formato 125 x 200 mm; 144 páginas, brochurações, brochura.
Preço: R$20,00    OBS: Postagem gratuita em todo o território brasileiro
Dividida em sete partes, esta obra tenta apresentar a diversidade dos caminhos seguidos no século passado por escravos que tinham resgatado sua liberdade.
"Os casos que vamos evocar - exceto o de Ajayi (parte II) - foram todos passados pelo crisol da escravidão e da vida no Brasil, em sua maioria na Bahia, onde os libertos africanos submeteram-se em diversos graus  às influências da sociedade dominante (parte I e II), ou, ao contrário, reagiram energicamente contra elas (parte III)"
Nos três casos aconteceu a alienação dos valores religiosos africanos e a adesão aos valores religiosos católicos, protestantes e islâmicos, todos alheios ao gênio africano. No primeiro, a conversão foi feita à força, pois fazia parte do afã da Igreja Católica salvar as almas dos negros "perdidos no seu abominável paganismo ou lastimosamente levados por nações estrangeiras às suas repreensivas práticas heréticas". O que é precisamente o segundo caso, em que os africanos são chamados ao protestantismo para evitar que "caiam desgraçadamente nas garras do papismo", considerado idólatra em razão da presença das imagens dos santos nas igrejas.
Quanto ao terceiro caso, o do islamismo, ele era, na África, fruto de lenta penetração dos princípios enunciados pelo Corão nos primeiros tempos, seguida mais tarde pela violenta ação da Jihad, a "guerra santa", contra o mundo não-islâmico, que se manifestou na Bahia em 1835. Na quarta parte, já o objetivo é mostrar que, em contraste com esta violência, escravos libertos convertidos ao islamismo na Bahia demonstravam um caráter muito mais suave e tolerante ao ponto de vista do outro, em seu retorno ao golfo de Benin, do que seus correligionários que permaneceram na África.
Na quinta parte, observa-se como certos libertos, convertidos ao catolicismo na Bahia, voltaram a respeitar novamente os valores e costumes africanos em seu regresso à terra de origem. Em contraste, pode-se dar conta, na sexta parte, de que certos libertos abrasileirados, estabelecidos na Bahia, chegaram a ser membros respeitados pela sociedade na qual foram integrados, esquecendo-se de suas origens africanas.
Na sétima parte, apresentamos dois casos, ambos contribuindo para implantar no Brasil, em São Luís do Maranhão e na Bahia, o culto dos vodus e dos orixás africanos, com uma discrição e uma teimosia que superaram todos os obstáculos apresentados pelas leis.
Incluímos duas personagens neste trabalho que, embora não tenham sido escravos libertos, ajudam com suas próprias presenças a situar melhor as condições de vida dos casos estudados."

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